Ligue de Prophylaxie lutte contre les
Liga de Profilaxia luta contra doenças sociais| artur machado |
| Entre outras acções, LIPAC presta apoio a toxicodependentes |
Alexandra Lopes
ALiga de Profilaxia e Ajuda Comunitária (LIPAC) quer "provar", pelo trabalho desenvolvido, que a "deficiência social" existe e é preciso combatê-la. Há muitos anos a trabalhar nesse domínio, Silva Marques, responsável pela LIPAC, quis demonstrar, ontem, aos representantes das bancadas parlamentares de todos os partidos, Segurança Social, Instituto de Emprego e demais estruturas significativas do meio, que é necessário trabalhar nesse conceito.
"Se há deficientes mentais e físicos, há outro tipo não menos importante, cuja componente meio interfere", explicou Silva Marques, ao JN, esclarecendo que há indivíduos que, devido a diversos factores, a personalidade fica deficitária, sendo essa "deficiência social" que o vai conduzir à marginalidade e à exclusão.
Para Silva Marques, é preciso trabalhar esse conceito e investir na sua profilaxia. "É um grave problema que nunca ninguém enfrentou", afirmou, sublinhando que se combate com a aquisição de competências e o desenvolvimento na escola e família.
A LIPAC tem já um longo trabalho no terreno, nomeadamente com doentes alcoólicos. "Temos bons resultados porque partimos de premissas e envolvemos a comunidade", adianta. No caso dos alcoólicos, Silva Marques salvaguarda que, não sendo adictos, "toda a comunidade é valiosa no trabalho a fazer". No caso dos toxicodependentes, "deveria criar-se um simulacro do que deveria ter sido feito ao nível das competências e mobilizar as figuras-chave, como os interventores comunitários", diz.
Neste momento, a LIPAC está a trabalhar no sentido de abrir núcleos de intervenção comunitária para toxicodependentes em Delães, Riba de Ave e Santiago da Cruz.

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